Por que executivos negros ainda são exceção? Mais de 55% dos brasileiros são afrodescendentes, mas apenas 4,7% ocupam cargos executivos. O que podemos fazer para combater o preconceito no trabalho Por Anna Carolina Rodrigues Rachel Maia, da joalheria Pandora: a única CEO negra do Brasil (Germano Luders/VOCÊ S/A) São Paulo – Cento e cinquenta anos. Com o ritmo atual de inclusão, esse é o tempo que as empresas levarão para igualar o número de negros em seus quadros à proporção de afrodescendentes no país. A conclusão é de Marina Ferro, gerente executiva à frente do Grupo de Trabalho de Direitos Humanos do Instituto Ethos, organização que estimula negócios socialmente sustentáveis. “A maior parte das grandes companhias não tem ações afirmativas para incentivar a presença de negros e, quando tem, são pontuais, e não políticas com metas e iniciativas planejadas”, diz Marina. O diagnóstico pode até parecer alarmista, mas é só dar uma olhada nos númer...